História da Paraíba

Antes da chegada de Cabral ao Brasil, o litoral da Paraíba era povoado pelos índios tabajaras e potiguaras.

A colonização portuguesa, no território da atual Paraíba, começou em 1581, durante a União Ibérica, com um povoado na Ilha da Camboa, numa margem do rio Paraíba, que foi destruído por piratas franceses. Nessa época, o comércio do pau-brasil, na região, já era intenso.

Em 1585, visando combater os piratas, o português João Tavares construiu, na foz do Rio Paraíba, o Forte São Felipe, homenageando o Rei Felipe II da Espanha, que também governava Portugal e seus domínios, como Felipe I. Em torno do Forte, cresceu a vila de Filipéia de Nossa Senhora das Neves, rebatizada depois de Parahyba. Atualmente é a capital João Pessoa. A região desenvolveu-se no final do século 16 com o cultivo da cana-de-açúcar.

Em 1634, o atual território da Paraíba, bem como boa parte do Nordeste, foi conquistado pelos holandeses. Em 1638, uma armada luso-espanhola deixou Lisboa, em direção ao Brasil. Uma epidemia, que dizimou cerca de um terço da tripulação, forçou a armada a ficar alguns meses em Cabo Verde. Em janeiro de 1640, ocorreu a batalha naval do Paraíba, entre os holandeses e a armada luso-espanhola, que não foi decisiva. Em 1654, os holandeses foram expulsos pelas forças portuguesas comandadas por André Vidal de Negreiros.

Em 1684, a Paraíba foi elevada A categoria de capitania. Em 1753, volta a ficar subordinada á Capitania de Pernambuco, tornando-se a se separar novamente, em 1799.

A Paraíba participou ativamente da Revolução Pernambucana, de 1817.

Em 1821, com o Brasil sob o regime de Monarquia Parlamentar Portuguesa, comandado pelas Cortes Constituintes de Lisboa, a Paraíba elegeu uma Junta Provisória de Governo, em 25 de outubro, presidida pelo português João de Araújo da Cruz. Em 18 de julho de 1822, o Padre Galdino da Costa Vilar assumiu a presidência da Junta de Governo.

Em 8 de outubro de 1822, os paraibanos declararam-se desligados de Portugal e, em 28 de novembro, aclamaram o Príncipe Regente.

A opção dos paraibanos pelo governo central do Rio de Janeiro não foi sem resistência. Como exemplo, o Tenente Coronel de Cavalaria Antonio José Gomes Loureiro, não aderiu à causa da Independência e foi expulso de seu posto na Paraíba. Loureiro foi para Salvador e queria embarcar para Portugal, mas foi proibido pelo General Madeira. Conseguiu embarcar, como passageiro, na escuna mercante Marianna, mas foi capturado, em Caravelas, pelas tropas brasileiras e cinco tripulantes da Escuna foram mortos no embate.

Em 1824, a Paraíba participou da Confederação do Equador. Com a Proclamação da República, tornou-se Estado.

Em 1930, o presidente do Estado, João Pessoa, foi assassinado. Ele era candidato a vice-presidente da República, na chapa com Getúlio Vargas. Esse fato, foi uma das razões do movimento de 1930, que resultou no golpe de estado de Getúlio Vargas.

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Um engenho na Paraíba, em ilustração de Frans Post, impresso originalmente por Joan Blaeu, em 1645.

 

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Litoral norte da Paraíba em mapa de João Teixeira, 1640.

 

 

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Litoral de Pernambuco e Paraíba em mapa de João Teixeira, 1640.

 

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