Região das Missões

 

No século 17, os jesuítas fundaram dezenas de missões na região onde hoje fazem fronteira o Brasil, a Argentina e o Paraguay. Traduziam os esforços dos jesuítas para conversão, à fé cristã, dos guaranis, mas também houve razões de disputas territoriais entre portugueses e espanhóis. Em geral, as missões espanholas localizavam-se no interior e, as portuguesas, no litoral.

As missões jesuítico-guaranis, em terras da atual Região das Missões do Rio Grande do Sul, foram fundadas entre 1626 e 1706. No início do século 18, existiam apenas sete dessas missões, que se tornaram prósperas. Hoje, encontram-se ruínas de apenas quatro: São Nicolau de Piratini (a missão mais antiga), São Miguel Arcanjo, São João Batista e São Lourenço Mártir. As cidades de São Borja, Santo Ângelo e São Luiz Gonzaga desenvolveram-se em áreas das demais missões.

As ruínas de São Miguel Arcanjo são as mais bem preservadas. No passado, o local chegou a abrigar mais de 6 mil índios.

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Missões Jesuíticas dos Guaranis

 

Na região das bacias dos rios Paraná e Uruguay foram fundadas cerca de 30 missões de povos guaranis. Caçadores de índios para escravizar, principalmente paulistas, atacaram e destruíram boa parte dessas missões, principalmente as espanholas. Dezenas de milhares de índios foram escravizados. Muitos também morreram pela peste.

Em 1626, durante a União Ibérica, o Governador do Rio da Prata, D. Francisco de Céspedes, autorizou os jesuítas espanhóis a instalarem missões no lado esquerdo do Rio Uruguay (atual território do Rio Grande do Sul), a pedido dos próprios guaranis. A primeira missão foi a de São Nicolau do Piratini, fundada no mesmo ano de 1626. Outras 17 missões foram fundadas, até 1634, em terras do atual Rio Grande do Sul.

De acordo com Moysés Vellinho (em citação a Aurélio Porto, Terra Farroupilha), o procurador da Coroa junto ao Conselho Ultramarino de Lisboa apressou-se a denunciar essas missões como um caso de invasão do domínio português.

Essas primeiras missões espanholas no Rio Grande do Sul foram praticamente destruídas até meados do século 17, devido aos ataques dos paulistas. Mas, no final do mesmo século, os jesuítas espanhóis voltaram para reconstruir algumas missões. No início do século 18, existiam sete dessas missões em terras gaúchas, em geral, reconstruções daquelas fundadas cerca de cem anos antes. Essas tornaram-se muito prósperas até 1750.

Em 1750, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Madrid, em que definiam os limites territoriais entre os dois impérios. Nessa divisão, sete dos cerca de 30 povos das missões ficaram do lado brasileiro, enquanto a Colônia do Sacramento ficou com a Espanha. Pelo acordo entre os dois impérios, os sete povos do lado brasileiro deveriam se mudar para o lado espanhol, na margem direita do Rio Uruguay, abandonando as terras do atual Rio Grande do Sul. Mais os guaranis não concordaram. Com a recusa, ocorreu a Guerra Guaranítica (1754 - 1756). Os povoados foram praticamente dizimados.

Em 1759, os jesuítas foram forçados a abandonar todas as missões, expulsos da América.

Mais: Portal das Missões e as disputas entre Portugal e Espanha pela Região do Rio da Prata e Sul do Brasil

 

Acima, ruínas da Igreja de São Miguel, de 1687. Arquitetura dos jesuítas e construção dos guaranis. São um patrimônio histórico e cultural da humanidade, tombado pela Unesco.

 

Mapa Seculo 18

 

Missões
Mapa Missões

Rio Grande do Sul

 

História
Mapa São Miguel

Sítio Arqueológico de São João Batista, no município de Entre-Ijuís. A Missão foi fundada em 1697 (foto H. P. de Oliveira).

 

São Lourenço
São João Batista

 

Ruínas da Missão de São Nicolau, onde existia uma bela igreja (divulgação).

 

São Nicolau

 

Areas indigenas

 

São Miguel das Missões

 

Santo Angelo

 

Rio Grande do Sul

 

Sítio Arqueológico da Missão de São Lourenço Mártir, fundada em 1691 (foto H. P. de Oliveira).

 

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